a mente se esvazia, relaxa. a mão toma as decisões mais árduas. às vezes algo escapa, felizmente não há controle total sobre nada.
foto de silvana neves: eu no ateliê de gravura da fav produzindo as 45 impressões para enviar ao RJ... foram algumas horas de labuta.
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essa é clássica, mas isso não diminui sua boniteza:
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A função da arte/1
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente dos seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto o seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: - Me ajuda a olhar!
GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Porto Alegre: L&PM, 2007. p. 15. Presente de Clarita Cuevas, em agosto de 2007 (a retribuir).