Hoje mesmo estava blipando essa música do Ira!,
De todo o meu passado
Boas e más recordações
Quero viver meu presente
E lembrar tudo depois
Nessa vida passageira
Eu sou eu, você é você
Isso é o que mais me agrada
Isso é o que me faz dizer
Que vejo flores em você
...estava pensando em tudo o que é, foi, não é mais, o que deixou de ser... foi quando chegou à minha porta um lindo buquê, às 18h30, encomendado por uma pessoa especial que está do outro lado do planeta. bom, aí não resta outro jeito: tudo passa a ser pensado e repensado sob vestígios de um sorriso estampado no rosto. é o poder das flores e seus olores... a sensibilidade aflora...
Caeiro numa hora dessas diria:
Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há idéias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há idéias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.
...quero abrir a janela e, sem filosofia nenhuma, viver o que a mim se apresenta, de coração aberto, sem expectativas nem pré-conceitos. nem mesmo conceitos! é o bom e velho 'deixar rolar'.
CARPEDIEM
Imagem: fotografia do sr. buquê - adorei Tote, obrigada pelo carinho :-) e como diria meu amigo Jean PeterPan: 'ao som de Eye in the sky, Alan Parson Project' - com um chá mate gelado.