BAKUN

 

Preparando as aulas desse semestre, fui cair em Miguel Bakun, artista paranaense. 
Então fui procurar nas minhas coisas os livros do querido ex-professor e grande artista Luciano Buchmann: um projeto muito legal de resgate da arte paranaense através de livros infanto-juvenis.

 

Guido Viaro escreve sobre Bakun: "É uma pintura que é mais ele mesmo do que a natureza, uma pintura que não necessita do campo nem de modelo para exprimir aquilo que ele quer dizer - é uma pintura subjetiva, sem sol nem ar, - como a própria alma dele" (DaSilva, 1997, p.9). "Tudo nele é eslavo: cor, malares, cabelos e o olhar... um desses olhares dolorosos e resignados; uma destas figuras que os 'Dostoiewskis' russos tão magistralmente desenham a branco e preto; destas figuras entalhadas na madeira que só a morte pode destruir; destas figuras empastadas de ternura e perfídia, de generosidade e egoísmo, uma destas almas para as quais o sacrifício e a delação estão no mesmo nível - tudo apenas questão de momento". (DaSilva, 1997, p.7) 

 

CONTINUA LÁ NO CUMULUSNIMBUS: http://www.breviario.org/cumulusnimbus - com informações sobre o catálogo do filme "Auto-retrado de Bakun", de Sylvio Back

 

 

Imagens: 1. do livro "Miguel Bakun: aquele azul, amarelo, verde", de Luciano Buchmann. A primeira imagem é uma ilustração do autor; a segunda é uma pintura de Bakun (Quintal com Araucárias, acervo MAP) e a terceira retrata o próprio. 2. Páginas 6 e 7 do catálogo do filme "Auto-retrato de Bakun", de Sylvio Back, 1984. 

 Citações: do livro "Guido Viaro: alma e corpo do desenho", de Orlando DaSilva, 1997.



Local: Goiânia - Goiás, Brazil