... desde 1996, ano em que entrei na graduação, tenho mergulhado de cabeça no estudo da arte. ora estive envolvida com arte-educação, ora com a produção artística e com a discussão teórica tradicional. desenvolvi um amor por tudo isso, e confesso que, por vezes, a arte me pareceu ser a coisa mais importante desse mundo.
quanta ignorância... basta estar diante do mar e ao lado de alguém que a gente ama para compreender que nada dá conta da complexidade, da beleza e do horror com os quais impera a vida. durante esses anos todos e sempre no meio de tanta correria, nunca mais me dei o presente da meditação... às vezes, só o silêncio nos faz perceber certas coisas.
talvez, essa arte que eu venho estudando não passe de uma instituição que caminha para a esterilidade.
ali, sentada nas rochas, um turbilhão de sentimentos confusos afloraram. e ainda estão uma bagunça. o que ficou dessa tarde de contemplação foram intuições:
"permita-se sempre brincar como uma criança" - "a arte não dá conta nem do essencial da vida..." - "busque aquilo que liberta, e não o que aprisiona"
sei que algo importante aconteceu ali, durante a contemplação silenciosa de um mar nublado. mudanças de rumo e de comportamento com certeza virão. fico feliz.
imagem: praia da armação, sc, 05/11/07