Preciso contar mais um pouco daquela saga carnavalesca com destino ao Parque Nacional das Emas/GO. Eu estava guardando uma nota de R$10,00 que saquei num daqueles dias lá no BB em Chapadão do Céu... mas como agora estou sem um puto preciso passar o faz-me-rir adiante e ficar com menos alegria. Por isso posto mais um pedaço dessa novela setentrional.
Bom, estávamos em Serranópolis e íamos em direção a Chapadão do Céu, cidade mais próxima de uma das entradas do Parque. O trajeto que fizemos foi esse:
Para minha grande surpresa, acabei de descobrir que o nosso trajeto consta como o mais demorado no Guia 4 Rodas. Vejam o percurso mais rápido:
Querem saber o porquê dessa aparente incoerência? Vejam só:

Realmente, fizemos milagre com um Palio 1000. O Alexandre saiu phd em estradas do tipo "chocolate ao leite". Haja manha! Haja braço! E haja queimação gástrica! Não é à toa que esse pequeno trecho que fizemos é mais demorado... nós nos deixamos levar pela lógica: aqui em Goiás, percorrer 106 km leva muito mais tempo que 282 km, lembrem-se sempre disso!
As menores distâncias é que nos proporcionam as maiores emoções - isso eu aprendi aqui. E aprendi também que nesse tipo de viagem é preciso levar mantimentos, água extra para abastecer o limpador do pára-brisas (para beber também - mas é pior ficar sem água para limpar o vidro), algum rango, celulares devidamente carregados, protetor solar, talvez alguns sinalizadores, um gps e, claro, um carro 4x4. Nós não tínhamos nada disso, nós, urbanóides inexperientes.
Bom, chegamos à noite em Chapadão do Céu. Estávamos mortos. Havia barro por tudo! Em nós e também na ventoinha, no motor, na buzina - a pobre está fanha até hoje.
No dia seguinte demos uma volta pela pequena cidade:



É incrível chegar numa cidade minúscula de interior, distante aproximadamente 600 km da capital, e encontrar essa preocupação com o lixo. O porquinho Cheiroso aí em cima deveria vir passear em Goiânia (e em Brasília também) e ensinar o povo a não jogar papéis e latas pela janela do carro ou do ônibus.
Chapadão foi apenas um local de pouso. Levantamos não tão cedo e seguimos para o Parque. Antes passamos no BB e era disso mesmo que eu queria falar. Fico imaginando quais são os segredos que a vida nos reserva. Para estar naquele local eu saí de Curitiba, fui à Brasília e depois a Goiânia. Então, certo dia, encontro-me no Banco do Brasil de Chapadão do Céu! Um tanto surreal. Tive que rodar muitos quilômetros na minha vida para estar ali, naquela agência. E eis que vou ao caixa automático na terça-feira de carnaval, saco R$100,00 e a nota que está logo acima das outras me oferece uma mensagem:

Agora me pergunto: será que devo mesmo passá-la adiante??
Vocês conhecem aquela matemática conspiratória do 11 de setembro que circulou por e-mail na ocasião? Pois é, vejam só: 2+2+7 = ... 11!!!! Sei não hein...