23/02 - 02h30 - escuridão. Depois de um dia inteiro dentro de casa, em frente ao computador, resolvi dar uma caminhada ali no quintal e curtir o ar fresco e o silêncio da madrugada. Juntei o lixo de casa e estava a caminho da rua quando me deparei com um grande cão negro, em pé, na calçada, do lado de fora do portão. Não tive coragem de sair, apesar de sentir que o animal além de gracioso era inofensivo. Ele parecia cansado, como quem chega de uma jornada. Deitou-se com dificuldade. Ficou ali a olhar pra frente... o cão negro, na noite negra a olhar para o infinito. Por fim, baixou a cabeça, deitou de lado e ficou imóvel... estamos cansados.
imagem: o cão negro, hidrocor s/ papel