São 6 horas.
Os pássaros daqui
sempre pontuais.
Pontuam, entre outras coisas,
segredos e promessas
de outro amanhecer.
Foi o poema que me ocorreu agora, exatamente às 6h30, enquanto os pássaros ali fora acordam numa algazarra. Estou de volta a GYN e o mais surpreendente é que me sinto em casa nessa terra estranha. Talvez tudo já esteja do meu jeito, com meu cheiro, minha bagunça, planos traçados, vontades... um adeus temporário à Curitiba. O desenho é um daqueles de viagem, feito em alguns dos minutos dentro das 24 horas da jornada ao sul.
Manoela Afonso - julho/2006