Abraão Batista também é de Juazeiro e além de xilógrafo é cordelista. Iniciou sua atividade com o cordel no final de 1978, quando o Papa caçou 44 santos católicos ligados ao candomblé, o que lhe proporcionou um bom tema para uma boa história. Produziu sua primeira xilo num pedaço de imburana que ganhou de Mestre Noza.
Fotografia: Abraão Batista na Feira do Livro/2005
Manassés Borges é da cidade de Bezerros/Pernambuco e trabalha com seus irmãos Ivan e Miguel na Casa de Cultura Serra Negra. Ele vem da escola de J. Borges, seu pai, que difere um pouco da de seus colegas cearenses. A gravura dos Borges tem mais contraste de preto e branco, enquanto que José Lourenço e Abraão Batista exploram mais os fundos com texturas diversas. Manassés ressalta o carinho que os Borges têm por Brasília, visto que sempre foram muito bem acolhidos, além de firmar grandes amizades com apreciadores da cultura popular, como o pesquisador baiano Jeová Franklin.
Fotografia: Manassés Borges na Feira do Livro/2005
O grupo Xiloucos é de Brasília e utiliza as técnicas da gravura em relevo para a criação de diversos produtos. Essa é a segunda vez que o Xiloucos participa da Feira e vem realizando um trabalho de divulgação das técnicas da gravura através de suas oficinas.

Fotografia: Nós! Xiloucos na Feira do Livro/2005 - da esquerda para a direita: eu, uma amiga da Bia, Bia Mello e Monica Barbosa
O gravador Glênio Bianchetti também esteve na Feira por ocasião do lançamento de seu livro, no qual está descrita a sua trajetória como pintor.

Da esquerda para a direita: Jô de Oliveira (ilustrador), eu, Glênio Bianchetti e sua esposa e também artista Ailema, Feira do Livro/2005
A presença de gravadores da Feira é um sinal de que as pessoas buscam o encontro com a arte de diversas maneiras. Quem sabe no ano que vem poderemos reunir todos esses e mais outros artistas gravadores e consolidar de vez a sua participação na Feira do Livro de Brasília, tornando-a também uma feira de gravura?